O indivíduo que possua um QI de 140, 160, ou 180 pontos, tem que, obrigatoriamente, realizar grandes feitos com ele? Tem que, necessariamente, colocar suas habilidades a serviço do resto da humanidade (leia-se, a serviço dos burros) ou dedicá-las às causas consideradas nobres? Não. Óbvio que não. Porra nenhuma que tem. As habilidades são dele, bem como a decisão do uso que dará a elas. E quem não as tem que se foda. O inteligente não tem obrigação alguma de pôr suas pestanas a queimar em prol do bem comum, em prol da melhoria da vida humana. Ele até pode, se quiser. E alguns superdotados até o fazem, e o fizeram. O inteligente, porém, pode muito bem "trabalhar" só para si, pode muito bem usar suas potencialidades para obter, sem muito esforço, uma vida cômoda e aprazível. Ele não tem que curar o câncer, colocar o homem em marte, decifrar buracos negros ou a origem do universo. Ele pode usar a sua inteligência para fazer a merda que quiser. Ele não recebeu a sua inteligên...
Sua produção literária está impecável! Aproveitando, publiquei um texto escrito em 2015 como sincera homenagem a você (Carta de Desistência). SE quiser, dê uma conferida.
ResponderExcluirRapaz, produção "literária" é um pouco de exagero, mas também estou satisfeito com o que ando escrevendo nesses últimos dias. Achei que o remédio que venho tomando em todas as manhãs para a ansiedade e depressão pudesse minar minhas ideias e acho até que isso, inicialmente, aconteceu um pouco, mas, agora, depois de um mês e meio de uso, e com bons resultados contra a ansiedade, as ideias começaram a se reorganizar. O negócio é não ter pressa. Acho que nós, velhos, apesar do menor tempo que nos resta, perdemos a urgência das coisas.
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