Gata vira-lata que passa todo o cio na rua, a vadia torna à porta da casa do corno - exaurida da farra, extenuada da boemia, fatigada da esbórnia. Arrebentada, arregaçada, aos cacos, em petição de miséria, roga, mais uma vez, guarida ao chifrudo. E o corno faz o quê? Bota a vagabunda pra correr? Manda-a cantar em outra freguesia? Porra nenhuma, meus amigos, que corno é corno. O corno lhe dá asilo e refúgio. Cuida das feridas da puta, dá-lhe banho, fumiga a buceta dela com Neocid para acabar os chatos, faz-lhe nutritiva canja, traz-lhe travesseiro e cobertor, leva-a ao dentista, arruma-lhe os dentes, manda botar pivô e ponte móvel, dá-lhe penicilina para a sífilis e a gonorreia, casa-se com ela, dá-lhe o próprio nome, a única herança que seu pai lhe deixou. E a puta? Reconhece a benemerência do corno? Tem-lhe gratidão eterna? Sossega a xavasca e passa a ser dedicada esposa e dona de casa? Porra nenhuma, meus amigos, que puta é puta. Uma vez recuperada, refeita e pronta d...