“Droga!, mais dois.”, diz ela, Indignada, da sala. Perdida a vasculhar, a mapear - Sherlock de lupa em punho – Suas pernas à cata de quase invisíveis capilares arrebentados. Resmungo algo em tom de resposta, Alheio, da cozinha. Perdido, emaranhado em vírgulas - Como gato num novelo de lã - Que insistem em negar o ritmo adequado ao meu texto. Ela reclama do automatismo indiferente de minha resposta, Clama por um pouco de atenção; Reclamo da sua desfaçatez em cortar meu raciocínio, Clamo por um pouco de esquecimento. Calamos, ambos! Ela, Aflita em drenar os regatos azuis-venosos de suas pernas; Eu, Exasperado em assegurar o imaculado de meu texto. Qual dos dois é o mais fútil? Qual de nós, o mais vaidoso?