De vez em quando, quando tenho o fundamental e imprescindível, porém, o cada vez mais raro tempo de ócio para me dedicar a atividades de que gosto - ler, ouvir música, assistir a longas-metragens -, mas que a fadiga, o stresse e as frustrações anteriores a ele me jogam num tal estado de prostração mental que me incapacita de usufrui-lo, costumo navegar pelo meu próprio blog, revisar e reviver textos, lamber a minha própria cria. Olhar para um texto escrito em 2009, 2010, 2015, é como olhar para uma velha fotografia em que estou mais jovem, vigoroso, melhor. É confrontar meu próprio retrato de Dorian Gray antes que o novo dia traga, de novo, a realidade inexorável do espelho plano.