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Mostrando postagens de abril, 2010

Psicanálise e Homeopatia

O filósofo francês Michel Onfray lançou o livro "O Crepúsculo de um Ídolo, a Fábula Freudiana" , em cujas páginas desanca o pai da psicanálise. Já era mais do que hora de alguém denunciar a farsa da "ciência" psicanálise. A mim, essa empulhação nunca enganou. Quem, em sã consciência, pode chamar de ciência uma doutrina fundada por um cheirador de cocaína, comedor de bosta e degenerado sexual que queria comer a própria mãe? Só sendo louco, mesmo. Freud era o doente. E fundou uma seita onde suas perversões foram postas como o normal, como o padrão. Nas palavras de Onfray : "Freud transformou seus próprios "instintos e necessidades fisiológicas" em uma doutrina com pretensão de ser universal."; diz também que a psicanálise cura tanto quanto a homeopatia, o magnetismo, a radiestesia, a massagem do arco do pé, o exorcismo feito por um sacerdote ou uma oração diante da gruta de Lourdes. Pena que, além da polêmica, o livro de Onfray ...

Vade Retro, Rubem Alves

Ando numa fase em que algumas coisas me deixam irritado só pelo fato de existirem e me caírem nas vistas, ainda que eu não seja obrigado a conviver com elas ou tolerá-las. Ou lê-las, nesse caso. Vou quase que semanalmente a uma biblioteca pública, por vezes a escolha do livro é rápida, mas em outras exige um trabalho de garimpagem pelas estantes e corro minhas vistas por dezenas de lombadas de livros antes da decisão de qual emprestar. Hoje, numa dessas varreduras, dei de cara com dois títulos do tal Rubem Alves. Esse senhor é mais um picareta metido a educador que escreve uns livrinhos cheios de metáforas estapafúrdias, bem ao estilo motivacional e de autoajuda. Esse embusteiro, há tempos, caiu nas graças da abominável classe professoral - sobretudo as professoras primárias e as coordenadoras peidagógicas -, que se emociona com suas historinhas para boi dormir, que considera os seus escritos de grande profundidade e inspiração. Mais um, esse Rubem Alves, que se co...

A Burrice Genética

James Watson e Francis Ckick determinaram a estrutura do DNA há cerca de 50 anos, num golpe de genialidade. São os "pais" do DNA, esses senhores. E foi de um deles, Watson, em 2003, que veio a afirmação categórica : "a burrice é genética". Não a burrice adquirida, a burrice comportamental, aquela proporcionada pela preguiça e/ou desinteresse. Há casos, segundo Watson, de incapacidade real de aprendizado, uma burrice genética de fato, e esses casos atingem perto de 10% da população. Essa burrice congênita é dada por anomalias em certos genes, a exemplo de outras anomalias como a hemofilia, a diabetes e etc. "Negar esse fato é também negar uma chance de tratamento a essas pessoas", diz Watson. E aí é que residem os verdadeiros preconceito e discriminação. Agora vêm minhas observações sobre. Sendo essa burrice ocasionada por genes, ela é sujeita à seleção do ambiente onde está inserida : se uma característica é vantajosa, ela é mantida pelo ...

Vontade Besta

Vez ou outra eu queria - Queria mesmo - Escrever aqui umas linhas de Carnaval, De conquista de Copa do Mundo. Mas quem me conhece, sabe : Vibro quando chove no desfile das escolas de samba, Torço para a Argentina vencer de goleada. Volta e meia acontece de eu querer - Querer mesmo - Escrever aqui umas linhas de férias, com pipas coloridas ao ar, De travessura de quem não fez lição de casa, De folia de gatos em telhados de lua cheia. Mas quem comigo se deu, sabe : Que o vento nunca me foi dos mais favoráveis, Que sempre gostei mais de livros que de gente E que, nos últimos tempos, ando com relativo medo de saltar pelos muros. Avis rara sucede de eu querer - Querer bestamente - Escrever aqui umas linhas alvas, limpas e lhanas, Sem coágulos nem rasuras, De linho, de bicho-da-seda. Mas quem me sabe, sabe : Minha caneta é de mau-agouro, Só deixa rastros tortuosos e alcantilados Cheios de grumos e obstruções, Varizes arroxeadas

Manuel Maria Barbosa du Bocage, o Bocage

O Soneto do Epitáfio Lá quando em mim perder a humanidade Mais um daqueles, que não fazem falta, Verbi-gratia – o teólogo, o peralta, Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade: Não quero funeral comunidade, que engrole sob-venites em voz alta; Pingados gatarrões, gente de malta, Eu também vos dispenso a caridade: Mas quando ferrugenta enxada idosa Sepulcro me cavar em ermo outeiro, Lavre-me este epitáfio mão piedosa: "Aqui dorme Bocage, o putanheiro: Passou a vida folgada, e milagrosa: Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro.

A Marreta Do Morales

Evo Morales, presidente da Bolívia, disse em uma conferência ambiental que os homens que queiram manter sua virilidade e cabelos não devem consumir carne de frango. Morales afirma que os produtores injetam hormônio feminino no animal para que esse ganhe peso rapidamente; tais hormônios causariam problemas na orientação sexual das pessoas do sexo masculino, nas palavras de Morales : "quando os homens comem esses frangos, têm desvios em seu ser como homens." As declarações de Morales já se tornaram piada nas mãos dos órgãos da imprensa mundial, aliás ridicularizar uma declaração é a maneira mais usual da imprensa desacreditá-la. Quando alguém tem coragem de dizer algo sério e grave, que vai contra os manipuladores do poder, sua declaração é tornada em piada, com o claro objetivo de neutralizar sua veracidade. Negar que são usados hormônios na carne de frango? Hoje, um frango de granja fica pronto para o abate em cerca de 40, 45 dias. Tudo na base do milho e d...

A Natureza Vai Acabar Ficando Chata

A fotossíntese é o processo que mantém a quase totalidade da vida no planeta, um processo onde são fabricados a matéria orgânica e gás oxigênio a partir de substâncias simples, a saber, gás carbônico e água, utilizando para tal reação a energia do sol. Não são todos os seres capazes de tal prodígio, apenas os clorofilados - vegetais, algas unicelulares e umas poucas bactérias. A clorofila é a molécula que os permite absorver a energia do sol e iniciar a fotossíntese, todos os outros seres não citados são parasitas dos fotossintetizantes, incluso o ser humano. Foi descoberta, porém, uma lesma (Elysia chlorotica) que adquire temporariamente a capacidade de realizar a fotossíntese depois de ingerir uma certa alga, da qual obtém os cloroplastos. Os genes responsáveis pelo processo já se encontram no genoma da lesma, ela só não consegue ainda reter o material necessário, os cloroplastos. Um dia, se a lesma conseguir reter os cloroplastos e transmiti-los às gerações...

O Criador de Porcos

A sociedade brasileira não valoriza o conhecimento, a dedicação aos estudos, o saber conseguido arduamente - o único que permanece -, ninguém aprende nada que preste brincando, à merda com o tal do lúdico, se alguém já te disse alguma vez que aprender é divertido, foi porque essa pessoa também estava mais a fim de se divertir do que lhe ensinar; os meios de comunicação só valorizam o fútil, a degradação moral, a vagabundagem e a putaria; a própria família brasileira só vê a escola como um lugar que toma conta de seus filhos enquanto os pais trabalham, a escola tem de guardar, zelar, alimentar, dar a educação que os pais deveriam dar em casa e, caso sobre tempo, mas só mesmo em último caso, ensinar algo sobre as áreas básicas do conhecimento humano. Resultado disso tudo: o aluno não presta atenção às aulas e muito menos estuda em casa; vai mal na prova, é óbvio. E aí, claro, a culpa não é do vagabundo ou de sua família que não o cobra, claro que não. A culpa é do profes...

Escolas-Coliseu

Via de regra, ninguém gosta de se sentir obrigado a algo. Mas por que nos sentimos obrigados a certas tarefas e não a outras? Acredito que nos sintamos forçados por ocasião do realizar de uma tarefa cuja execução nos é penosa, difícil, aviltante em alguns casos na nossa concepção; quando um encargo nos é leve e fluido, deixa até de ser obrigação - torna-se diversão, prazer. E por que algumas atividades nos torturam enquanto que outras inclusive nos reconfortam? Essa resposta é fácil. Vem da habilidade natural de cada um, aquela aptidão inata programada em nosso chip , o DNA. Se temos o dom para algo, é prazer; senão é obrigação, aporrinhação. Por isso, sou a favor de que sejamos, dosadamente, obrigados a trabalhos que não caibam em nossos talentos congênitos. Eu sou canhoto, nasci assim. Da minha primeira até minha terceira série primária, fui obrigado pela escola a treinar também a escrita destra. Preenchi um sem-número de cadernos de caligrafia às custas das con...

Waly Salomão

AMANTE DA ALGAZARRA Não sou eu quem dá coices ferradurados no ar. É esta estranha criatura que fez de mim seu encosto. É ela !!! Todo mundo sabe, sou uma lisa flor de pessoa, Sem espinho de roseira nem áspera lixa de folha de figueira. Esta amante da balbúrdia cavalga encostada ao meu sóbrio ombro Vixe!!! Enquanto caminho a pé, pedestre -- peregrino atônito até a morte. Sem motivo nenhum de pranto ou angústia rouca ou desalento: Não sou eu quem dá coices ferradurados no ar. É esta estranha criatura que fez de mim seu encosto E se apossou do estojo de minha figura e dela expeliu o estofo. Quem corre desabrida Sem ceder a concha do ouvido A ninguém que dela discorde É esta Selvagem sombra acavalada que faz versos como quem morde.

Lorde Caos X Mestre Ordem

Tudo no Universo - no conhecido, pelo menos - é composto por átomos e seus mais diversos arranjos e combinações. A estabilidade dessas combinações é tanto maior quanto menor a energia necessária para mantê-la; o Universo prima pelos eventos de menor energia, sempre. E para manter tudo em ordem, gasta-se uma quantidade gigantesca de energia. O Universa prima, portanto, pelo Caos e não pela Ordem. Ao menos, não pelo conceito de ordem estabelecido pelos humanos em suas atividades; se o Universo tem uma ordem, é de um tipo que não conseguimos reconhecer, portanto, humano que sou, vou seguir dizendo que o Universo tende ao Caos, tem predileção pela desordem. Para piorar, a parca compreensão humana do Universo é dicotômica, o que sempre faz desaguar no embate de duas forças antagônicas: o Caos e a Ordem, nesse caso. Logo existem agentes do Caos e agentes da Ordem, recrutados entre nós. Os agentes do Caos são sempre simpáticos, agradáveis, galanteadores, estão sempre de...

Dia Internacional do Café

Comemora-se, hoje, 14 de abril, o Dia Internacional do Café. Fiquei sabendo da data via e-mails que recebi, e-mails que continham também inúmeras variações da receita do bom e velho cafezinho. Café com sorvete, café gelado, frapê de café, coquetel de frutas e café e até um relaxante cataplasma de café para uso em massagens. Usando da cordialidade que me é peculiar,vos digo : vão todos às putas que os pariram! Café é café. Bebida forte, básica e rústica. Feita o pastor que a descobriu. Alguém já imaginou o pastorzinho tomando um coquetel de frutas e café? O coitado ficaria desmoralizado até entre as cabras sob a sua vigilância. Café não tem frescura. Viado pode até beber, mas não é bebida de viado. Para combater essas variantes que querem pôr em dúvida a hombridade do café, eu registro aqui a única receita do verdadeiro café. CAFÉ DE MACHO Duas colheres de sopa de pó para cada 200 ml de água (o famoso copo de requeijão, que macho não fica comprando copinho de cristal), nada da...

Acervo Digital da Revista Veja

A Revista Veja liberou o seu acervo digital em comemoração aos seus 40 anos de atividades. Estão lá todas as edições digitalizadas, desde a primeira, em 11 de setembro de 1968. Particularmente, eu não simpatizo muito com a linha de pensamento da Veja; admito, porém, que é uma imensa e importante fonte de consulta e pesquisa. Um gigantesco painel político, econô mi co, cultural e de costumes do Brasil nas últimas quatro décadas, claro que pelo prisma de Veja, mas se torna um vasto e valioso cabedal de informações para quem tem um bom "filtro" . O link: http://veja. abril .com. br/acervodigital /

Videobiografias

Gosto de produzir-me, cansaço. Andar por quilômetros aprazíveis, Só andar, só as pernas a funcionarem. Gosto de produzir-me, pensamento. Estático, olhos vidrados, Reescrevendo-me em língua morta Ao invés da inútil tarefa de traduzir-me. Gosto de produzir-me, clima frio. Nem tanto pelo frio, Por poder vestir o velho moletom Em que minhas gatas gostam tanto de se enrodilhar, E pelo vinho: Vinho-bebida, hormônio que deveríamos produzir naturalmente; Vinho-cor, a pigmentar meus dentes Num sorriso de desprezo bordô pela estética do belo E mais até por mim mesmo Que um dia a pretendi. E gosto, Sobretudo e cada vez mais, De assistir a videobiografias Dos meus ídolos mortos ou caídos.

Se Lembram De Quando Era Só Brincadeira ?

SOLDADOS (Renato Russo/Marcelo Bonfá) Nossas meninas estão longe daqui Não temos com quem chorar e nem pra onde ir Se lembra quando era só brincadeira Fingir ser soldado a tarde inteira? Mas agora a coragem que temos no coração Parece medo da morte mas não era então Tenho medo de lhe dizer o que eu quero tanto Tenho medo e eu sei porquê: Estamos esperando. Quem é o inimigo? Quem é você? Nos defendemos tanto tanto sem saber Porque lutar. Nossas meninas estão longe daqui E de repente eu vi você cair Não sei armar o que eu senti Não sei dizer que vi você ali. Quem vai saber o que você sentiu? Quem vai saber o que você pensou? Quem vai dizer agora o que eu não fiz? Como explicar pra você o que eu quis Somos soldados Pedindo esmola E a gente não queria lutar.

O Funeral da Rô Rô

Alguns cantores, eu escuto exaustivamente durante certas fases e depois os largo meio de lado. Não os esqueço nem desgosto deles, apenas deixo de visitá-los. Em um belo dia, de repente, do nada, volta a vontade de ouví-los. Dia desses, isso se deu com a Ângela Rô Rô, a intérprete da birita, a crooner da porralouquice, a cantora dos excessos, a "Escândalo". Tenho vasto material dela, da década de 80, mas me deu vontade de conhecer os trabalhos mais recentes, os que vieram depois dela quase empacotar, bater as botas, justamente por conta dos excessos, álcool, comida, gordura, cigarro; há uns 10 anos, creio eu. Quis saber se a Ângela Rô Rô, além da Ângela Maria Diniz Gonçalves, havia também sobrevivido ao peripaque. Não sobreviveu. "Emprestei" da net alguns trabalhos novos dela e os ouvi. A música ainda está lá, intacta, talvez até melhor. A letra, não! As novas letras se pretendem luminosas e otimistas, quando o diferencial da Rô Rô sempre for...

Os Libertos Do Viaduto

Todas as manhãs, eu passo por sob um viaduto cujo "teto" serve de local de dormida para umas tantas pessoas. Acostumado que já estou, nenhuma reação mais me causam. Aos que passam por ali não tão amiúde, elas não são indiferentes. Olham a essas pessoas dormindo sob o concreto com pena, com medo, com nojo, indignação e até repulsa, alguns, como se elas estivessem ali a sujar e atravancar o caminho por onde passam. Acredito que, independente da reação gerada em cada um, todo o passante deve pensar em como aquelas pessoas conseguem viver daquela maneira. Sem casa, sem segurança, sem eletricidade, sem água encanada, sem geladeira, fogão e etc. Mas não creio que esses moradores de rua, pelo menos a maioria, estejam interessados em uma casa com todo o conforto moderno. Muito menos em todas as obrigações e responsabilidades para manter tal conforto. De mais a mais, eles têm lá seus papelões, suas espumas, seus cobertores sapeca-negrinho, suas pingas. E...

Ganharam O Que A Luzia Ganhou Atrás Da Horta

Ontem, em mais uma manifestação na Av. Paulista, o sindicato dos professores do estado de SP, a APEOESP, decidiu dar por encerrada a greve iniciada em 08/03. Pergunta: o que os professores ganharam com essa greve? O de sempre: o que a Luzia ganhou atrás da horta. Mas, com certeza, ajudaram os sindicalistas do alto escalão a ganharem umas benesses do governo, uns carguinhos de confiança. Parece que alguns professores, inconformados com a decisão de cessar a greve, jogaram ovos na presidente da APEOESP. Bando de babacas. Deveriam era jogar ovos em si mesmos, pela burrice de ir atrás do sindicato mais uma vez. Agora voltam para as suas salas de aula com os rabinhos no meio das pernas, mais desmoralizados do que quando saíram, se é que isso é possível. Acontece que professor serve para isso mesmo - ser bucha de canhão.

Falta de Ar

Ao escrever - alguém já disse -, o escritor está, na verdade, reescrevendo-se. Não concordo. Não há como nem razão para nos reescrevermos, para nos passarmos a limpo. Somos rascunhos incorrigíveis, somos um aglomerado de rasuras que ganhou vida um dia, subitamente. Passarmo-nos a limpo seria entrar voluntariamente numa câmara de desintegração e deixar a sogra a tomar conta do botão de acionamento. Também não concordo que a escrita sirva para autoconhecimento de quem a grafa, que seja uma lanterna a guiar por uma redentora rota de fuga das profundezas, até porque quem escreve alguma coisa que preste quer mais é continuar nas profundezas, não quer muita coisa com a superfície e suas superficialidades. Antes pelo contrário: escrevo para poder continuar nas profundezas, escrevo para conseguir reabastecer meus cilindros de oxigênio, para não ter de pôr o nariz à tona. Cada vez que escrevo algo de que gosto, respiro mais anchamente, inspiro, perdulário, o oxigênio, sinto me...

O Nome Dela é Waldemar

Agora é lei. Um decreto publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo, em 18/03/ 2010 , garante o direito aos transgêneros de serem chamados, em qualquer repartição pública, pelo nome através do qual se reconhecem, o chamado nome social. Transgêneros são os travestis, transexuais e afins. Não confundir, por favor, com transgênicos, que são coisa séria. Resumindo, a partir da supracitada data, todo transgênero deverá ser chamado, se ele assim o desejar, em qualquer repartição pública, pelo seu "nome de guerra". Vai que, por exemplo, o cara se chame José Roberto de Oliveira e se reconheça pelo nome social de "a borboletinha dos coqueirais", será assim que ele deverá ser mencionado em hospitais públicos, em fóruns de justiça, em escolas estaduais e etc. Fico imaginando se isso também será válido para as circunscrições do serviço militar. O sargento adentra a sala dos alistados, com toda austeridade própria à sua patente, e começa a chamada para a i...

Páscoa

De Quando Eu Gostava de Heróis

Li quadrinhos de super-heróis por cerca de uns 20 anos, contínua e assiduamente, dos meus 12 anos aos meus 34, 35 anos. Então os heróis foram sendo modificados, modernizados, e eu desgostei deles. Se bem que é provável que eu acabasse desgostando de qualquer jeito, mais cedo ou mais tarde, coisas de velho. Velho tem disso, vai desgostando das coisas. Quando eu ainda gostava de heróis, o meu preferido era o Capitão América, uma figura que sempre me fascinou. E não por conta de seus poderes extraordinários, que poderes extraordinários, ele não tinha nenhum. Claro que o cara tinha força e habilidades acrobáticas e marciais bem acima da média. Nada sobre-humano, contudo. Nada que um atleta nascido com um certo favorecimento genético e com férreas dedicação e disciplina não pudesse alcançar. Apesar disso, curiosamente, ele sempre era o líder quando a coisa ficava preta demais para só um herói resolver e os Vingadores eram convocados e reunidos. O Capi...