Já aos primeiros comentários a respeito, não simpatizei com ele, o Coringa, o Joker de Joaquin Phoenix, o qual passarei a chamar, pejorativamente e para diferenciá-lo dos outros verdadeiros Coringas, de JOaKin. Soube, via primeiras críticas que me caíram aos olhos, que haviam mudado e mexido em sua origem; agora, depois de assisti-lo, digo que chafurdaram em sua origem. Não se mexe em um clássico! Pode-se até, de tempos em tempos, dar-lhe uma renovada, uma repaginada, como diriam os afrescalhados de plantão. Pode-se acrescentar novos elementos à história e à mitologia do personagem, mas não mexer no básico. Pode-se criar e contar histórias nunca contadas, adicionar ao clássico adereços e penduricalhos, histórias de bastidores nunca reveladas; enfim, de tempos em tempos, pode-se dar ao clássico uma nova roupagem. Uma nova roupagem, uma nova vestimenta, um novo verniz, uma nova superfície. Nunca, jamais, em tempo algum, no entanto, mudar-lhe o cerne, o âmago, a quintessência....