O indivíduo que possua um QI de 140, 160, ou 180 pontos, tem que, obrigatoriamente, realizar grandes feitos com ele? Tem que, necessariamente, colocar suas habilidades a serviço do resto da humanidade (leia-se, a serviço dos burros) ou dedicá-las às causas consideradas nobres? Não. Óbvio que não. Porra nenhuma que tem. As habilidades são dele, bem como a decisão do uso que dará a elas. E quem não as tem que se foda. O inteligente não tem obrigação alguma de pôr suas pestanas a queimar em prol do bem comum, em prol da melhoria da vida humana. Ele até pode, se quiser. E alguns superdotados até o fazem, e o fizeram. O inteligente, porém, pode muito bem "trabalhar" só para si, pode muito bem usar suas potencialidades para obter, sem muito esforço, uma vida cômoda e aprazível. Ele não tem que curar o câncer, colocar o homem em marte, decifrar buracos negros ou a origem do universo. Ele pode usar a sua inteligência para fazer a merda que quiser. Ele não recebeu a sua inteligên...
Eu também não vejo, mas gosto de pensar nos efeitos positivos que sua “regência” pode proporcionar. Sabe aqueles momentos em que você, com os cotovelos apoiados na mesa, acomoda a cabeça nas mãos, ou, quando tudo o que quer fazer é deitar cama em posição fetal e se cobrir com um cobertor macio? Pois é, é nesses momentos que o “maestro”pode fazer a diferença, ao tentar promover a harmonia a partir da cacofonia em que sua vida pode estar.
ResponderExcluirNesses momentos - e eu tenho muito deles -, eu também me cubro com um cobertor macio, de preferência deitado aos pés da cama do meu filho, e penso nos meus amigos, nos meu porres e risadas com eles, nas mulheres que tive, principalmente nas que não pude ter; ao invés de ovelhinhas, conto boas e más lembranças. No mais das vezes, isso costuma me confortar.
ExcluirDeus? Prefiro deixá-lo de fora. Prefiro não dever favores.