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Cordas de Nylon, por JB do Blogson Crusoe

Não faz muito tempo, eu tinha vinte e poucos anos
Em meu violão novo de cordas de aço
Tocava e cantava músicas do Belchior e dos Beatles
Em festinhas ou em casas de amigos.
Meus dedos tinham calos nas pontas e não doíam.
Eu tinha vinte e poucos anos, mas nunca toquei
Como nossos pais.

Hoje, passados muitos anos
Em um velho violão de cordas de nylon
Às vezes toco e canto músicas do Belchior e dos Beatles
Para minha mulher e meus filhos e filhas.
Hoje tenho calos na alma - que doem muito.
Passaram-se os anos, mas nunca toquei
Como nossos pais.

Comentários

  1. Rapaz, sabe que eu não sou de ficar puxando o saco nem fazendo média com ninguém; gostei,sim, bastante do poema.
    "Na hora do almoço" é um primor, uma formosura, uma obra-prima; parece que a letra chegou a receber elogios do próprio Carlos Drummond de Andrade.
    Uma dúvida : por que nunca tocou "como nossos pais?"

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    Respostas
    1. Imaginei que você perguntaria isso. Apesar de ter alguns trechos da letra incrivelmente bons, a Elis Regina me fez tomar birra dessa música. Depois, os calouros do Raul Gil jogaram a pá de cal. Hoje acho essa música um pé no saco. Aliás, Hey Jude também.

      Excluir
    2. Isso porque "como nossos pais" ainda(pelo menos eu acho que não)não caiu nas garras do "The Voice". Aí, nem eu, que gosto bastante da música, aguentaria mais ouvi-la.

      Excluir
  2. Em tempo. Se não me falha a memória, a gloriosa Sandy gravou como nossos pais. E sobre Hey Jude, Kiko Zambianchi precisou de muita terapia para poder cantá-la novamente, após décadas.
    Leitinho

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