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Sigam-no os Bons

Gosto do Chaves - e quem não gosta? Mas não adoro o Chaves - nunca fui um de seus aficionados.
Meio que por tabela, por osmose - irmão, esposa e, agora, filho -, assisti a muitas de suas trapalhadas, sendo o meu preferido, o episódio do cinema, "teria sido melhor ir ver o filme do Pelé".
De forma que não sei o suficiente sobre nem me apeguei o bastante ao personagem para prestar-lhe aqui uma homenagem póstuma sincera.
Há uns poucos minutos, no entanto, minha esposa me mostrou a homenagem feita pela DC Comics - a casa do Super-Homem, do Batman, do Flash etc - e eu resolvi colocá-la aqui. 
A cena é do funeral do Super-Homem e o "S", eterno ícone kryptoniano, foi substituído pelo coração amarelo inscrito com as letras "CH" em vermelho, eterno ícone chapoliniano. A substituição foi feita em dois locais da cena : no féretro que contém os despojos do herói e nos restos rasgados da capa levados pungentemente ao peito por Martha e Jonhatan Kent.
Para mim, faz todo o sentido. A mim, conhecedor apenas superficial da cosmogonia Bolañiana, Chaves e Chapolin Colorado nunca pareceram personagens isolados, sem nenhuma correlação entre si a não ser o fato de serem criações do mesmo autor, Roberto Gomez Bolaño.
Sempre tive a nítida impressão de que Chapolin fosse o alterego de Chaves. Ao brado desesperado, "quem poderá nos ajudar", saía Chaves e entrava o Chapolin, com sua poderosa e implácavel marreta vermelha e sanfonada.
Um de seus bordões era : "Sigam-me os bons". E, em seu cortejo fúnebre, os bons o seguiram. Os melhores.

Comentários

  1. Muito legal a homenagem! Quando morre um humorista o mundo fica um pouco pior do que já é. Divertido é o pessoal ter caído de pau no Danilo Gentili por ter dito que o Chaves era melhor que os Trapalhões. Era mesmo!
    Bordões repetidos zilhões de vezes, mas sempre divertidos. Aliás, os melhores para mim são os do Chapolim.
    Chaves:
    Ninguém tem paciência comigo!
    Não se “irite”!

    Chapolim:
    Sigam-me os bons!
    Não contavam com a minha astúcia!
    Aproveitam-se da minha nobreza” (o melhor de todos)

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