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As Boas e Baratas do Azarão - Episódio 117 - Meu Mundo e Nada Mais, o Transtorno do Espectro Autista

Salve, salve, senhoras e senhores, bebuns e bem-boas deste Brasil dantes muito mais varonil.

E hoje vamos a mais um goró filosófico. E o alvo da minha marreta, hoje, para variar, é um assunto sobre o qual eu não tenho nenhuma propriedade. Somente impressões empíricas.
O que significa que é a minha opinião, e ela não vale porra nenhuma. O alvo da minha marreta hoje é a picaretagem do tal do transtorno do espectro autista. 

Até algum tempo, autista era aquela pessoa que não percebe o mundo externo. Ela não tem a percepção de que há um mundo além dela. Ela vive realmente dentro de um mundo infinito e particular. Por conseguinte, óbvio, ela não interage socialmente. Ela não percebe que há algo com o que interagir. Tem autista que nem fala, que nem sabe o nome das pessoas, possivelmente nem o seu próprio. Isso é o autismo. É o cara que está encaramujado mesmo. Ele não tem a percepção do seu entorno. 

Porém, de uns tempos para cá, pegaram o que era uma condição e a espicharam para um espectro. Esticaram o autismo mais que o Reed Richards. Hoje, o tal do transtorno do espectro autista é maior que a rola do Kid Bengala.

Então, dessa forma, qualquer pessoa que, segundo lá o padrão acadêmico da psiquiatria - a mesma psiquiatria que até a década de 1970 classificava o homossexualismo como transtorno mental -, tenha qualquer desvio do que é considerado um comportamento social normal, pode ser encaixada no espectro autista. 

Basta que o cara tenha um pequeno problema de convivência social, uma certa dificuldade, e, às vezes, nem é dificuldade, é só falta de gosto pela convivência social, é só um desinteresse, mesmo. Basta isso para que a pessoa seja enquadrada no transtorno do espectro autista. Já deixou de ser uma condição e passou a ser um espectro. E qualquer um, em claro prol das indústrias médica, farmacêutica e da terapia, pode ser enfiado ali....

Para mais, é só clicar na imagem abaixo e ser redirecionado ao As Boas e Baratas do Azarão.

Comentários

  1. A Marreta do Azarão21 de julho de 2026 às 18:56

    Pois é, quando se tenta padronizar comportamentos, e "curar" os que escapam a esse padrão, eu fico sempre com os dois pés atrás.
    Sim, postei hoje.

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