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VIDA

Pergunto pro meu filho :
- Dói-lhe , quando mastigas, os dentes?
Quando andas, os joelhos e as solas dos pés?
Quando acordas, o dia?
Quando voltas a existir, a Existência?
 
E ele
Como que sem entender
(sem ter como)
Mas querendo não me decepcionar
Ou,
Mais provável e certamente,
Querendo encerrar logo o assunto,
Que ainda não é dele
E que é até crueldade minha querer confrontá-lo com o futuro,
Me diz
Laconicamente e respeitosamente :
- Não.
 
Vou deitar
(na esperança vã de um bom sono).
Satisfeito,
Quase feliz
(nunca me lancei de paraquedas, de bungee jump, ao abismo da felicidade).
Meu filho está vivo.
Mas a vida ainda
Não se abateu sobre ele. 

Comentários

  1. Um dia chega...e aprendemos a lidar com a lida que deve ser bem lida para se entender o que ela nos diz.

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  2. "Mas a vida ainda
    Não se abateu sobre ele."

    Calma, é questão de poucos anos agora.

    Abraços

    ResponderExcluir
  3. A Marreta do Azarão24 de junho de 2025 às 21:03

    Sob o efeito de uns gorós?
    De vários gorós!
    Kkkkk
    Percebi a despontuação quando fui digitá-lo, mas optei por manter a escrita original.
    Escreva, sim, o texto. Acho que será interessante.
    Abraço.

    ResponderExcluir
  4. A Marreta do Azarão24 de junho de 2025 às 21:04

    É paina para eles. Mal sentem o peso.

    ResponderExcluir
  5. A Marreta do Azarão24 de junho de 2025 às 21:05

    Autoextermínio?

    ResponderExcluir
  6. Todas as vezes que seu filho disser ou fizer algo que te surpreenda, anote. Um dia você e ele poderão ler o que disse ou fez e provavelmente rirão e acharão legal. Guarde essas lembranças pois elas são o testemunho do desenvolvimento de seu filho.

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