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O Último dos Kavernistas

Ele era o último membro da Sociedade da Grã-Ordem Kavernista, anteciparam-se a ele em suas idas para o Inferno os também malditos Sérgio Sampaio, Miriam Batucada e Raul Seixas.
 
Edy Star foi o precursor do Glam Rock no Brasil, o rock de plumas, paetês e lantejoulas.
Fresquíssimo, segundo as palavras de seu amigo Raul Seixas, que carinhosamente lhe chamava pelo apelido Edy Bofélia. Edy Star era a Bofélia do Raul.
 
Gravou apenas dois discos solo em sua carreira de mais de 50 anos : Sweet Edy (1974) e Cabaré Star (2017), produzido pela competente batuta de Zeca Baleiro. E um disco em parcerias, o já citado Sociedade da Grã-Ordem Kavernista (1971).
 
Relegado ao esquecimento no Brasil, Edy Star foi de mala e cuia para a Espanha na década de 1990, onde morou por quase 20 anos e atuou em teatros, boates e cabarés.
 
Há alguns dias, já aos 87 anos, sofreu um acidente doméstico que culminou em pancreatite aguda e insuficiências respiratória e renal aguda.
Morreu hoje. 
 
Aliás, morreu, não. Que bicha não morre, vira purpurina!
Hoje, seu Cabaré tocará em minha bebedeira de sexta-feira, Edy Bofélia.
Evoé, Edy Star.
Merda pra você em sua estreia no teatro do Tinhoso.
 

Edy Star
1938 - 2025

Comentários

  1. A Marreta do Azarão25 de abril de 2025 às 18:30

    Nessa época, o Raul era produtor da CBS, aí esperou o André Midani, o manda-chuva-mor viajar e gravou o disco. Quando o cara voltou, mandou recolher tudo.
    Não tenho certeza do que vou dizer, mas acho que seu disco pode ser um dos originais.
    Chegaram, muito tempo depois, a relançar um CD remasterizado do disco. Não me lembro se relancaram tb o LP.
    Além do mais, caso sim, estaria escrito remasterizado na capa ou no selo central.

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