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Coca Sem Rum, Vida Sem Música, Sem Musa

A caneta,
Abúlica;
O caderno,
"quanto branco, oh, quanta anedonia, nem um só garrancho em seus salões...";
No copo,
A recém-solteirice da Coca com gelo,
Abandonada pelo Rum,
Que disse que ia à esquina
Comprar mais rum
E nunca mais voltou;
No toca-CD,
Nélson Gonçalves
É-me um farrapo de voz;
No banco circular de madeira de bordas lascadas,
No escuro da sacada,
Eu,
Sóbrio,
Tentando trocar a depressão pela tristeza
E sorrir para isso;
Eu, 
Pedaço de vida no mundo a rolar.

Comentários

  1. Cuba libre, bebida intragável da minha juventude. Deixo para você uma frase muito boa (eu também não bebo mais): "a realidade me satisfaz".

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  2. como diria um romano gastando seu latim: tempora dura! ou tempos difíceis!

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  3. A Marreta do Azarão24 de maio de 2023 às 17:02

    Roniere, e achou alguma bebida que lhe traga à razão? Ou, como bem disse Humberto Gessinger, eu sei que eles têm razão, mas a razão é só o que eles têm.

    ResponderExcluir
  4. Nada. Mas já fiz bobagens por conta da bebida. Quem não as fez? Só perdi o paladar por álcool mesmo. Bebo, as vezes, umas poucas cervejas.

    ResponderExcluir
  5. A Marreta do Azarão30 de maio de 2023 às 05:51

    Rapaz, mais uma vez agradeço a atenção dada a mim e ao meu blog, e aproveito para me desculpar pela ausência (espero que passageira) de novas publicações, ando passando por um período de profunda depressão, crise pessoal e apatia.
    Vou ver os links que gentilmente me enviou e comento depois.
    E ninguém vai te criticar aqui, não. Garanto.
    Grande abraço.

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