Pular para o conteúdo principal

Serão os Mitos, Astronautas?

Uma cena noturna nas ruas de Porto Alegre, pelo seu inusitado, chamou a atenção de um ciclista, que a registrou em vídeo.
Dispostos em círculo, manifestantes bolsonaristas equilibravam seus celulares com as telas acesas sobre as cabeças, com as luzes direcionadas para os céus. Em seguida, passavam as mãos, ritmadamente, por sobre os aparelhos, indo e voltando, obstruindo e desobstruindo os fachos de luz, emitindo, assim, para alguma criatura que pudesse estar a observá-los do espaço sideral, o internacional sinal Morse de S.O.S.
Espirituoso, gaiato e fdp que só, o ciclista, provavelmente, um lulista, logo mandou : bolsonaristas pedem ajuda a extraterrestres.
Valha- me Santo Erich von Däniken!!!
Será o Mito, um astronauta?
Será que depois de recorrerem a todas possíveis e imagináveis instâncias jurídicas e eleitorais do país, resolveram apelar, agora, para esferas mais altas, muito mais altas, audaciosamente indo onde nenhum bolsonarista jamais esteve, a não ser o Marcos Pontes? Resolveram apelar a alguma ONU intergaláctica? À Federação dos Planetas Unidos? Ao Conselho Jedi? Se não o Chapolin Colorado, que é vermelho, quem poderá nos defender? O outro Capitão, o Kirk? O mestre Yoda?
Mas não, não era nada disso - pelo menos, ainda não. Os destinatários do S.O.S bolsonaristas não eram os krees, os skruls, shiars, klingons ou incas venusianos, mas sim, como fica claro no rogo de uma manifestante quase ao fim do vídeo, os generais, as altas patentes das Forças Armadas.
Que pena. Que pena que o pedido de ajuda não tenha sido feito para os ETs. Só de ser, e dessa forma, para os generais, já é algo risível, surreal. Porém, tivesse sido para os alienígenas, seria imbatível, insuperável. Antológico.
E, claro, caso o apelo tivesse sido direcionado aos nossos irmãos das estrelas, os manifestantes teriam chances muito maiores de ser atendidos.
"Ô, ô, seu moço do disco voador, me leve com você, pra onde você for, ô, ô, seu moço, mas não me deixe aqui, enquanto eu sei que tem tanta estrela por aí, enquanto eu sei que tem tanta estrela por aí..."

Comentários

  1. Seu ídolo Raul já fazia uma previsão (que eu espero estar correta) para os idiotas acampados e à espera de uma ajuda vinda das (quatro) estrelas: "plunct plact zum, não vai a lugar nenhum"

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Cerveja-Feira (20)

A seguir, farei uma relação do número de visualizações diretas que as postagens de cada cerveja-feira anterior a esta, da 1 à 19, tiveram. As visualizações diretas correspondem àquelas em que o sujeito viu escrito "cerveja-feira" em algum lugar, em alguma página de busca e clicou em cima para conferir;  geralmente são pessoas que não são leitoras frequentes do blog, que acabam caindo por aqui de paraquedas.  Explico isto porque os números de leituras de cada postagem a seguir colocados podem estar subfaturados, ou, como se diz em tempos de coronavírus, subnotificados, não estando contabilizadas neles as visualizações indiretas, geralmente feitas por leitores habituais que acessam diretamente o link do nome do blog e não de cada postagem individualmente, e, portanto, impossíveis de serem identificadas. Mas me aterei a eles como único dado confiável que tenho. A eles : Cerveja-feira (1): 55 visualizações; cerveja-feira (2) : 35 visualizações; cerveja-feira(3) : 32 visuali...

Da Inteligência E De Seus Usos (Ou O Paradigma de Roger Moreira)

O indivíduo que possua um QI de 140, 160, ou 180 pontos, tem que, obrigatoriamente, realizar grandes feitos com ele? Tem que, necessariamente, colocar suas habilidades a serviço do resto da humanidade (leia-se, a serviço dos burros) ou dedicá-las às causas consideradas nobres? Não. Óbvio que não. Porra nenhuma que tem. As habilidades são dele, bem como a decisão do uso que dará a elas. E quem não as tem que se foda. O inteligente não tem obrigação alguma de pôr suas pestanas a queimar em prol do bem comum, em prol da melhoria da vida humana. Ele até pode, se quiser. E alguns superdotados até o fazem, e o fizeram. O inteligente, porém, pode muito bem "trabalhar" só para si, pode muito bem usar suas potencialidades para obter, sem muito esforço, uma vida cômoda e aprazível. Ele não tem que curar o câncer, colocar o homem em marte, decifrar buracos negros ou a origem do universo. Ele pode usar a sua inteligência para fazer a merda que quiser.  Ele não recebeu a sua inteligên...