O indivíduo que possua um QI de 140, 160, ou 180 pontos, tem que, obrigatoriamente, realizar grandes feitos com ele? Tem que, necessariamente, colocar suas habilidades a serviço do resto da humanidade (leia-se, a serviço dos burros) ou dedicá-las às causas consideradas nobres? Não. Óbvio que não. Porra nenhuma que tem. As habilidades são dele, bem como a decisão do uso que dará a elas. E quem não as tem que se foda. O inteligente não tem obrigação alguma de pôr suas pestanas a queimar em prol do bem comum, em prol da melhoria da vida humana. Ele até pode, se quiser. E alguns superdotados até o fazem, e o fizeram. O inteligente, porém, pode muito bem "trabalhar" só para si, pode muito bem usar suas potencialidades para obter, sem muito esforço, uma vida cômoda e aprazível. Ele não tem que curar o câncer, colocar o homem em marte, decifrar buracos negros ou a origem do universo. Ele pode usar a sua inteligência para fazer a merda que quiser. Ele não recebeu a sua inteligên...
E o professor alcoólatra?
ResponderExcluir"até que lhe chegue a aposentadoria"
ResponderExcluirAcho que estamos quase todos nessa. Com minha idade (40), ainda considerado "jovem", não sinto mais muita empolgação em me manter firme e forte na labuta diária. Hj, compreendo porque tantos colegas mais velhos se tornaram servidores "medianos" e até mesmo "ruins". Com o tempo, a gente percebe que não vale a pena ser acima de "mediano" do cumprimento de nosso sacrossanto dever!
Eu odiei cada dia dos onze anos trabalhados em uma empresa pública onde entrei quando tinha 47 anos. Quando a empresa divulgou um plano de demissão voluntária eu me inscrevi, dizendo que queria ser o primeiro do primeiro dia.Não sei se consegui, mas ficou perto.
ResponderExcluirPor ser engenheiro em um país cujas oscilações da economia conseguiram quebrar a maioria das empresas e por estar tecnicamente desatualizado, optei por parar completamente. E nunca mais tive trabalho remunerado. Aos poucos, comecei a achar esquisito acordar e não ter nada para fazer que não fossem afazeres domésticos e idas aos supermercados. Virei o motorista de aplicativo da família. Até fiz uma piada sobre isso.
Um dia encontrei com uma ex-colega que me disse estar na dúvida se aderia ou não a um novo PDV (fizeram vários). Com base em minha experiência pessoal, fiz três perguntas:
- você gosta do que faz?
- Você gosta do seu ambiente de trabalho?
- Você gosta das pessoas com quem trabalha?
Sua resposta às três perguntas foi “sim”. Disse então para ela nunca se aposentar, para morrer trabalhando, pois a aposentadoria é como o passeio de um astronauta fora da nave (que não está mais lá quando ele pensa em voltar). Ou seja, parece bom, mas é um tédio só.
Esse seu colega tem algum transtorno mental. Só pode. Para responder sim a todas as suas perguntas, ele trabalha onde?, na mansão das coelhinhas da Playboy ?
ExcluirPelo que entendi, corrija-me se for o caso, você meio que decretou sua própria aposentadoria aos 58 anos, é isso?
Não era O colega, era A, embora suspeite que ela aprovasse a casa das coelhinhas. Eu me aposentei no INSS por tempo de contribuição em 2007, mas continuei a trabalhar na empresa pública que odiava até 2009, quando saiu o PDV. Aí me aposentei definitivamente.
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