O indivíduo que possua um QI de 140, 160, ou 180 pontos, tem que, obrigatoriamente, realizar grandes feitos com ele? Tem que, necessariamente, colocar suas habilidades a serviço do resto da humanidade (leia-se, a serviço dos burros) ou dedicá-las às causas consideradas nobres? Não. Óbvio que não. Porra nenhuma que tem. As habilidades são dele, bem como a decisão do uso que dará a elas. E quem não as tem que se foda. O inteligente não tem obrigação alguma de pôr suas pestanas a queimar em prol do bem comum, em prol da melhoria da vida humana. Ele até pode, se quiser. E alguns superdotados até o fazem, e o fizeram. O inteligente, porém, pode muito bem "trabalhar" só para si, pode muito bem usar suas potencialidades para obter, sem muito esforço, uma vida cômoda e aprazível. Ele não tem que curar o câncer, colocar o homem em marte, decifrar buracos negros ou a origem do universo. Ele pode usar a sua inteligência para fazer a merda que quiser. Ele não recebeu a sua inteligên...
Ia comentar exatamente o mesmo.
ResponderExcluirUm dos seus melhores textos. E além de me lembrar muito Bukowski, me lembrou muito meu pai. E me lembrou também um trecho de Bocage:
ResponderExcluir"Aqui dorme Bocage, o putanheiro:
Passou a vida folgada, e milagrosa:
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro."
Então, seu pai deve ser um sujeito muito interessante. Ele tamb´´em é chegado num copo? Gostaria de beber com ele.
ResponderExcluirE bota milagrosa nessa vida do Bocage, comer, beber e foder sem ter dinheiro!!!
Um dos meus heróis, o Bocage!
Painho faleceu de hepatite, cirrose e falência múltipla dos órgãos. O velho era bacaba. Morreu bebendo 1l de 51, a garrafa permaneceu ao lado dele na cama. Um italiano que realmente amava beber (comer e foder também kkkkk).
ResponderExcluirQuando ouvi a primeira vez essa frase de Bocage, que inclusive foi ainda na escola, senti uma vontade enorme de colocar na lápide dele.
Sim, exatamente. Quando escrevo gosto de incorporar uma tristeza e sentimentos de maneira intensa, e quando vou ver o resultado final, as vezes penso "poxa vida, será que sinto tudo isso mesmo?". Kkkkk
ResponderExcluirVocê bebe com responsabilidade, eu entendo. É um apreciador. Muitas vezes tentei conter o vício de meu pai, mesmo sendo apenas uma menina. Mas como ele sempre bebeu e nunca foi de ter "características de alcoólatra" (como embriagar e perder a noção do que faz), conforme fui crescendo entendi que aquele era o remédio dele (e que apesar de tê-lo feito perder a vida, ajudou a suportar ela, assim como você escreveu).
Vou conferir o post!
Quase isso, cara Solange. Obviamente, o título é sim inspirado na canção Todo Amor Que Houver Nessa Vida, mas só o título, uma vez que a letra da música eu considero um tanto piegas e melosa. Cazuza diz de "veneno antimonotonia" e de "um remédio que lhe dê alegria" ;eu misturei, fiz uma reação de dupla-troca e me saí com um veneno que me dê alegria.
ResponderExcluirPrimeira vez aqui no Marreta? Como chegou até aqui?
Obrigado pelo comentário.