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Faxe : Boa, Dinamarquesa e Não Tão Barata

Volta e meia, meu olhar cruzava com ela no supermercado, por entre as prateleiras. Embora seja casado, nunca me furtei, discretamente, de apreciar sua bela estampa, suas formas roliças, voluptuosas, a sugerir delícias ocultas. Para me complicar ainda mais, soube-a dinamarquesa. Ah, a mítica das nórdicas... Uma Valquíria de compleição rija e bem torneada.
Hoje, arrisquei-me. Aproximei-me dela - nunca estivera tão perto. Toquei-a. Olhei-a de frente, a fiz girar vagarosamente, olhei-a por trás, gostei tanto mais. Sabia que tal fraqueza, que tal ousadia, não me sairia barato. Ignorei o custo : comprei-a.
Cerveja Faxe. Dinamarquesa, o hidromel dos vikings, o combustível das tavernas escandinavas. Um litro do mais puro néctar do malte e do lúpulo. Um litro! Há tempos a paquerava e, hoje, decidi comprá-la. R$ 19,90. Sacrifiquei um mico-leão-dourado.
Janeiro já é mesmo o Mês do Terror para um sujeito "seguro" feito eu. É IPTU, é matrícula da escola do filho, é material escolar, são os livros didáticos, é uma das minhas filhas felinas que teve de ser submetida a uma histerectomia, é a segunda parcela do 13º e o terço de férias indo ralo abaixo. Falido por mil, pensei, falido por mil e um. Não serão R$ 19,90 que me deixarão mais pobre, ou mais nababo. E também para queimar certas línguas maledicentes que rondam o Marreta a lançar fake news a respeito de uma suposta sovinice etílica de minha parte.
A cerveja é boa. Muito boa. Brônzea. Amarga. Cerveja de macho. Nada de retrogosto frutado e outras viadagens. Cerveja de pedreiro, como se dizia antigamente.
Não tenho exatamente uma coleção de latinhas de cerveja, mas mantenho uma meia dúzia de marcas cujos desenhos dos rótulos me agradam. Guardarei o super latão da Faxe. Ainda mais por ser de uma edição especial para colecionadores. Na frente (como mostrado na foto acima), a logomarca da Faxe; atrás uma bela pintura a retratar o interior de uma taverna nórdica, uma pintura ao melhor estilo das capas de A Espada Selvagem de Conan, um monte de bêbados encharcados de cerveja e, a dançar sobre o tosco e curtido balcão, uma delícia ruiva de belas madeixas e fartos peitos.
A própria Sonja, a Ruiva!!!
Rebola, safada!!!

Comentários

  1. Rapaz, essa cerveja é a sua cara, tem a sua foto na parte frontal da lata: um chifrudo.

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  2. Já provei esta witbier, na casa de um amigo, tomei meio copinho, mas, de fato, não gostei. Gosto de cerveja apenas com gosto de cerveja mesmo. Essa witbier parecia ter sabor de laranja e algum tempero, não sei se cominho, se coentro. Respeito, mas não curto mesmo.
    Para não dizer que sou totalmente ortodoxo, quando estive no Sul, em Gramado, tomei uma Dado Bier com adição de erva-mate. Considerei um bom incremento ao amargo natural da cerveja.

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  3. É por isso que está chovendo horrores, o marreta gastou mais de 2 reais em uma lata de cerveja

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  4. Marreta, gostou dos indicados ao Oscar? E da indicação de Democracia em Vertigem? Acha que O Coringa leva como melhor filme e Joaquim Phoenix como melhor ator?

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  5. E quem porra de um escroto filho de vaca você é pra achar que conhece tantos meus gostos?

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  6. Recomendo-lhe uma excelente cerveja aí de Ribeirão, da cervejaria Invicta: 1000 IBU. O preço está no nível da Faxe. Deixarei a pesquisa por sua conta, mas já lhe pergunto: gosta de chá de boldo? Vale a pena ao menos experimentar.

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  7. Recomendo-lhe uma ótima cerveja aí de Ribeirão: Invicta 1000 IBU. Vale a pena experimentar, mas já adianto: gosta de chá de boldo? O preço deve ter estar no mesmo nível da Faxe.

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  8. Um amigo meu, professor de filosofia, já me falou bem da Invicta. Vou ver se dou uma conferida. Valeu pela dica.

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