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Conquistador Barato

Não é sempre. Nem de costume nem corriqueiro. Mas, às vezes, só às vezes, pããããããta que o pariu, às vezes (como agora, início de madrugada, sangue cheio de rum), eu sinto uma puta duma saudade dos meus tempos de conquistador barato.
Conquistador Barato
(Léo Jaime)
Eu mando os mesmos versos para um bando de garotas
Eu mesmo faço as manchas de baton na minha roupa
Eu sei que um dia desses eu ainda vou em gana
Porque eu mando mais torpedos que a marinha americana

Mas quando eu vejo um broto e digo "agora é pra valer"
Eu ouço os meus dentes batendo e os meus joelhos a tremer
Eu faço mil bobagens, eu não sei o que dizer
Mas mando a minha brasa e vou fingindo não saber

Que eu queimo o meu filme, eu enfio o pé na lama
Eu sujo o meu nome e ainda pioro a minha fama
De conquistador barato
Bam-bam-bum-bam-bum, bambolê

Eu sempre bato o carro olhando os brotos na calçada
E não decoro nomes - isso então é uma piada
Na praia ou nas festinhas eu só me meto em confusão
Porque eu paquero a garota e nem reparo o garotão

Mas quando encontro um broto e digo "agora é de verdade"
Eu fico como se tivesse apenas dois anos de idade
Eu falo mil bobagens, eu não sei o que dizer
Eu tiro o meu time pois eu sei que vou perder

Eu queimo o meu filme, eu enfio o pé na lama
Eu sujo o meu nome e ainda pioro a minha fama
De conquistador barato
bam-bam-bum-bam-bum,bambolê,bam-bam-num-bam-bum,bambolê
Rodando mais que um bambolê

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