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O Cabaré de Leonardo e Eduardo Costa : Pra Corno Nenhum Botar Defeito.

Especial de fim de ano do Roberto Carlos é o caralho!!! Dar o novo CD do Rei de presente para o seu amigo secreto é a pãããta que o pariu!!!
Neste ano, o melhor presente fonográfico de Natal para aquele seu amigo corno é o CD Cabaré, gravado pelo cantor e bebum Leonardo e por Eduardo Costa, figura de quem nunca antes tinha ouvido falar.
São 16 faixas da mais pura, autêntica e destilada em alambique cornagem, a quintessência do chifre aprisionada em uma mídia de plástico, feito um gênio cativo de sua garrafa. E só tem musicão antigo, só tem modão, a mais nova tem uns 30 anos.
Porque dor de corno é mesmo a das antigas, a do macho rústico e bruto, que dor de corno é diretamente proporcional à afeição que se tem pela buceta traidora. Donde, essa molecada nova até tenta, mas não sai música que preste, o chifre não lhes dói de acordo, falta, à essa molecada metrossexual, um maior apego à buceta.
Cada faixa do CD traz um tipo de corno, uma subespécie do ramo evolutivo mais diversificado da filogenia humana, o chifrudo.
Tem o corno blasfemador (daquele maldito momento até hoje, só você), o corno lamurioso (ainda ontem, chorei de saudade), o corno missivista (Amigo, por favor, leve essa carta e entregue àquela ingrata e diga como estou), o clássico corno cachaceiro (Traga mais uma garrafa, hoje vou embriagar-me, quero dormir para não ver outro homem lhe abraçar), o corno vingativo (quero ver você chorar como eu chorei), o corno quem-com-chifre-fere-com-chifre-será-ferido (de igual pra igual, quem sabe a gente pode ser feliz) e, na mesma faixa, o corno enigmático (e perguntou, por quê?, mas eu não respondi) e, ao mesmo tempo, orgulhoso (saí da sua vida de cabeça erguida, coisa que você não fez). 
O CD desce ainda mais redondo se acompanhado de um velho amigo, os dois entornando um traçado, um rabo de galo ou um bom whisky paraguaio.
Fernandão, caro amigo corno, fica definida assim, e desde então, a trilha sonora de nossa próxima carraspana. E o seu CD Cabaré, entregar-lhe-ei em mãos. Pirata, é claro.

Comentários

  1. Ligarei, ligarei...
    E tomaremos o primeiro trago em homenagem ao tenente Zambrósio.

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