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Le Petit Livre Bleu - O Dossiê Smurfs

Os Smurfs, aqueles gnomozinhos azuis que vivem numa vila feita de casas de cogumelos, em total harmonia, na mais pura inocência, até assexuados me parecem, estão sendo alvo de pesadas acusações :
os Smurfs são racistas : em uma de suas histórias (de 1963), os Smurfs são vítimas de uma estranha enfermidade que os torna negros, perdem a inteligênica e balbuciam feito imbecis, o que seria uma forma de enaltecer a pureza racial dos azuis;
Os Smurfs são antissemitas : seu inimigo mortal, Gargamel, que quer a todo custo devorá-los, tem nariz adunco e grande e uma ganância de igual proporção, ele representaria uma caricatura antissemita. O nome de seu gato, Cruel aqui no Brasil, Azrael no original, tem pronúncia parecida com Israel;
O Papai Smurf lembra Stálin e sua aldeia encravada na floresta, uma comuna soviética, lá todos vivem em condições de igualdade como o apregoado no comunismo, na aldeia não há propriedade privada nem dinheiro;
Os Smurfs são sexistas : a única mulher do vilarejo, a Smurfette, loira e de pele azul, representaria os ideais arianos de beleza. Quando a Smurfette era morena, ninguém se interessava por ela, depois se tornou loira e virou a sensação da aldeia.
O acusador do pobres e ingênuos Smurfs é um tal Antoine Buéno, professor do Instituto de Ciências Políticas de Paris, em seu livro Le Petit Livre Bleu. O desocupado acadêmico lançou essas acusações há algumas semanas  e, agora, contou à rede BBC que vem sofrendo ameaças de agressões físicas via e-mail. Primeiro, eu acho que o reitor dessa Universidade Parisiense devia mandar o cara embora, o safado recebe salário de acadêmico francês para ficar lendo gibizinho no expediente (os Smurfs são originalmente uma história em quadrinhos, só muito depois adaptados para a TV)? Depois, eu torço mesmo para que as ameaças de agressão física se concretizem, o pulha merece levar uma camaçada de pau. Os Smurfs - tá certo que a Smurfette é até bem gostosinha - são seres singelos, puros, sem malícia. Racista, sexista e antissemita deve ser esse tal Buéno.
Acontece que o que mais existe por aí são doutorados, professores de universidades,  acadêmicos em geral, sem talento algum, verdadeiras toupeiras diplomadas. Um cara desse nunca conseguiria notoriedade e reconhecimento por seu trabalho, pela publicação de um livro ou artigo sérios, não tem talento para tanto. Então, aproveitando o lançamento do filme Os Smurfs nos cinemas, o canalha sai com um dessa, para aparecer às custas da bela obra de outrem, o ilustrador belga Peyo.
Para terminar, como é de praxe aqui no Marreta, eu diria ao acadêmico : "ora, Buéno, vá tomar no cu!", mas sendo francês o douto cientista político, ofendo-lhe em maior grau : "ora, Buéno, vá tomar banho!"

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