Pular para o conteúdo principal

O BBB No 2º Turno

Acabei de fechar minha caixa de e-mails e, pela quarta vez nessa semana, recebi um texto creditado a Pedro Bial. Não sei se acredito. Um anônimo redigir um texto e atribuir a autoria a algum famoso é prática corriqueira na internet, como forma de dar maior credibilidade ao dito. Mas partirei do pressuposto de que o tal texto seja mesmo de Pedro Bial.
No texto, simplória e rasamente, o filósofo do Big Brother Brasil classifica em dois grupos as pessoas que tiveram lá seus entreveros com a ditadura militar.
Um grupo seria o daqueles que se autoexilaram em outros países,via de regra, mais aprazíveis e civilizados que o nosso, como o cara que sai de férias enquanto dura a visita da sogra; Bial chama a esses de fujões e covardes, e coloca José Serra e seu exílio no Chile nesse balaio.
Outro grupo se comporia daqueles que aqui permaneceram, lutando, segundo Bial, contra a ditadura, defendendo seus "ideais", a "liberdade" e a "pátria"; a esses, Bial chama de heróis, e obviamente coloca Dilma nessa categoria.
Para começar, a definição mais acertada e precisa de herói que eu conheço é : herói é aquele que não teve tempo de fugir. E depois, quem é Pedro Bial? Que relevância tem Pedro Bial dentro da conjuntura política do país ? Aliás, que relevância tem Pedro Bial em qualquer outro setor ou segmento da vida nacional? Nenhuma, absolutamente nenhuma.
Pedro Bial é só mais um idiota Global, a quem a crassa ignorância dos telespectadores acabou por conferir uma certa intelectualidade. Bial não é um intelectual, nem passa perto disso. Ele é um cara bonito, bem-apessoado, sabe se comunicar razoavelmente bem, deve comer muita bucetinha por aí se valendo disso, autointitula-se poeta e tem uma biografia do Roberto Marinho como expressão máxima de sua obra literária . Pouco pau-mandado da Globo, o rapaz. E a Globo é pró-Dilma, visivelmente, desavergonhadamente.
E tem mais, por que Bial não acrescentou os nomes de alguns dos queridinhos do folclore nacional à sua lista de fujões, Chico Buarque (exílio na Itália), Caetano e Gil (Inglaterra) ou Fernando Gabeira (Suécia, tadinho)? Folclore, sim. Nosso país não tem História, tem folclore.
Simples, o texto tenta unicamente glorificar Dilma Rousseff, e não a luta por ideais de liberdade; de quebra, tenta desmoralizar Serra, logo ele, o mais modesto e pobrezinho dos nossos fujões, nem teve como ir para a Europa, só chegou ao vizinho Chile.
Só mais uma coisa para terminar:
Foda-se o Pedro Bial!
Fodam-se vocês que me mandaram o texto!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cerveja-Feira (20)

A seguir, farei uma relação do número de visualizações diretas que as postagens de cada cerveja-feira anterior a esta, da 1 à 19, tiveram. As visualizações diretas correspondem àquelas em que o sujeito viu escrito "cerveja-feira" em algum lugar, em alguma página de busca e clicou em cima para conferir;  geralmente são pessoas que não são leitoras frequentes do blog, que acabam caindo por aqui de paraquedas.  Explico isto porque os números de leituras de cada postagem a seguir colocados podem estar subfaturados, ou, como se diz em tempos de coronavírus, subnotificados, não estando contabilizadas neles as visualizações indiretas, geralmente feitas por leitores habituais que acessam diretamente o link do nome do blog e não de cada postagem individualmente, e, portanto, impossíveis de serem identificadas. Mas me aterei a eles como único dado confiável que tenho. A eles : Cerveja-feira (1): 55 visualizações; cerveja-feira (2) : 35 visualizações; cerveja-feira(3) : 32 visuali...

Da Inteligência E De Seus Usos (Ou O Paradigma de Roger Moreira)

O indivíduo que possua um QI de 140, 160, ou 180 pontos, tem que, obrigatoriamente, realizar grandes feitos com ele? Tem que, necessariamente, colocar suas habilidades a serviço do resto da humanidade (leia-se, a serviço dos burros) ou dedicá-las às causas consideradas nobres? Não. Óbvio que não. Porra nenhuma que tem. As habilidades são dele, bem como a decisão do uso que dará a elas. E quem não as tem que se foda. O inteligente não tem obrigação alguma de pôr suas pestanas a queimar em prol do bem comum, em prol da melhoria da vida humana. Ele até pode, se quiser. E alguns superdotados até o fazem, e o fizeram. O inteligente, porém, pode muito bem "trabalhar" só para si, pode muito bem usar suas potencialidades para obter, sem muito esforço, uma vida cômoda e aprazível. Ele não tem que curar o câncer, colocar o homem em marte, decifrar buracos negros ou a origem do universo. Ele pode usar a sua inteligência para fazer a merda que quiser.  Ele não recebeu a sua inteligên...